Fazem parte deste grupo os instrutores e candidatos a instrutores brasileiros do Conceito Bobath formados pelo International Bobath Instructors Training Association (IBITA) – an international association for adult neurological rehabilitation.

Depoimentos

Sibelle Paschoal Cardoso

Desde a minha graduação, entendia que a fisioterapia tinha uma participação na reinclusão das pessoas em reabilitação, mas confesso que a subdivisão das disciplinas faziam com que eu pensasse que isso era um "sonho", como um jovem que deseja ainda "mudar o mundo". Como encontrei na graduação poucos professores que tinham uma visão mais abrangente do paciente, fazia com que a chama se mantivesse acesa de que eu encontraria essa visão. Queria participar da mudança de vida, de rotina, e não simplesmente na mudança numa flexão de ombro, por exemplo, que nada me motivava nas terapias tão pouco ao paciente. Tão feliz fiquei, quando na pós-graduação em neurologia, tive uma aula sobre a CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade), e nesta eu vi que haviam tendências de ver esse paciente como limitação da função e não simplesmente se tem ou não movimento em um membro ou hemicorpo. Nesta mesma pós, tive uma aula mostrando que o Conceito Bobath tinha essa visão, e então eu entendi que o conceito era muito além dos exercícios soltos que aprendi na faculdade ou na pós e que por vezes ouvia: "Isso é Bobath." Hoje, após minha formação no Bobath, vejo que não posso definir um exercício como "Bobath", porque este exercício é somente uma pequena parte de um plano, uma estrutura, uma intenção; esta que foi escolhida pelo paciente e direcionada pelo terapeuta. E voltei a ver o terapeuta como facilitador dessa organização, desse retorno à vida, vida esta que ele levava antes da lesão. Tenho um ano de curso, em que o aprendizado foi tão bem estruturado, que não sou capaz de atender sem me basear neste Conceito. Sou eternamente grata pelo aprendizado que tive com a Ana Akerman e a Rosana, mas com certeza mais agradecidos são os pacientes que passaram por mim depois do curso. Afinal, por estes que não deixo de aprender, pois merecem o que há de melhor, e tento oferecer o que há de melhor em mim.